Jornada de lutas em Minas Gerais
1500 trabalhadores e trabalhadoras da Assembléia Popular e da Via Campesina ocupam ferrovia da Vale em Governador Valadares, Minas Gerais. A ação integra a jornada nacional de luta contra o modelo energético, o agronegócio e a política econômica.
Na manhã de hoje (12/06), 1500 trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a ferrovia da Companhia Vale no município de Governador Valadares/MG, no Vale do Rio Doce. Os manifestantes denunciam que nenhuma das pautas apresentadas na ocupação dos trilhos no município de Resplendor em março deste ano foram atendidas. Os crimes ambientais e sociais cometidos pela empresa continuam ocorrendo, até o momento não houve assentamento das famílias, o problema no sistema de esgoto da cidade de Resplendor permanece.
A mobilização acontece junto das comunidades atingidas pela barragem de Baguari, pertencente a Vale e a outras empresas. A barragem irá atingir mais de 500 famílias e até o momento nenhuma negociação foi realizada.
A VALE consome 5% de toda a energia produzida pelo país. Acaba de fechar um contrato com distribuidoras de energia para pagar R$ 0,03 por cada kwatt/h, quando o povo paga R$0,62. A Lei Kandir beneficia as empresas mineradoras determinando que as atividades primário-exportadora s sejam isentas de pagamento de ICMS (18%). Além disso, os royalties pagos pelo setor são irrisórios. Em 2007 quando as exportações do setor somaram R$ 16 bilhões foram pagos apenas R$ 153 milhões em royalties, ou seja menos de 1%.
A Vale também é responsável pela crise dos alimentos, está plantando 345 milhões de árvores de eucalipto até 2015, que servirá para abastecer a siderurgia, monocultura que expulsa os trabalhadores rurais de suas terras e destroem o meio ambiente. A empresa acaba de receber benefícios do BNDES de R$ 7,3 bi a pagar em 40 anos sob juros irrisórios, graças a sua influência política. Ao passo que um trabalhador da Vale chega a receber R$550,00, pagando seu salário em 6 horas de trabalho.
A mobilização integra a jornada nacional de luta contra a política econômica e contra o agronegócio, dos quais a Vale é símbolo, por ser uma empresa que exporta a maior parte das riquezas extraídas do Brasil, prejudica o meio ambiente e as comunidades onde atua, indígenas, quilombolas, atingidos por barragens e camponeses. A Vale é campeã de multas no Ibama, responde na Justiça por processos trabalhistas e ainda insiste em negar a responsabilidade sobre seus impactos.
A mobilização exige a reestatização da Companhia Vale.
Contato: 33 99594364