Seminário “O Financiamento ao Desenvolvimento: mudanças e continuidades”
| O quê | |
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| Quando |
2008-09-02 09:00
até 2008-09-03 17:00 |
| Onde | Rio de Janeiro/RJ |
| Nome do Contacto | Gabriel - REde Brasil |
| Email do Contacto | gabriel@rbrasil.org.br |
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Diante de um cenário de maior complexidade que caracteriza o atual debate sobre o financiamento ao desenvolvimento, marcado tanto pela entrada de novos atores, públicos e privados, como também pela reformulação de suas estratégias, redes, organizações e movimentos sociais que estão envolvidos no debate sobre o financiamento ao desenvolvimento, se vêem obrigados a ampliarem seus focos de análise e atuação.
Seminário “O Financiamento ao Desenvolvimento: mudanças e continuidades”
Diante de um cenário de maior complexidade que caracteriza o atual debate sobre o financiamento ao desenvolvimento, marcado tanto pela entrada de novos atores, públicos e privados, como também pela reformulação de suas estratégias, redes, organizações e movimentos sociais que, assim como a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, estão envolvidos no debate sobre o financiamento ao desenvolvimento, se vêem obrigados a ampliarem seus focos de análise e atuação. É nesse sentido que surge a proposta de realização do seminário “O Financiamento ao Desenvolvimento: mudanças e continuidades”.
A criação de um novo banco de fomento regional, o Banco do Sul[1], aponta para a busca por alternativas aos recursos e sobretudo às políticas das instituições financeiras multilaterais do norte, mas só foi possível graças a um contexto político e econômico particular. Em escala regional, há uma nítida consolidação de uma tendência de esquerda, refletida na eleição de mandatos presidenciais progressistas na maioria dos países, após o fracasso político da década neoliberal na América do Sul. Há, portanto, um ambiente favorável a um processo de resistência e de construção de alternativas em escala regional em relação à atuação de instituições como o Banco Mundial, BID, e FMI. Por um lado, isso criou um espaço político favorável ao surgimento de alternativas ao financiamento, como o Banco do Sul, e vem servindo de estímulo a discussões como a criação de uma nova arquitetura financeira regional, que, entre outras coisas, contempla uma proposta de criação de um banco central regional e uma moeda única. Por outro lado, fortalece a atuação de atores locais no que tange ao financiamento ao desenvolvimento, como é o caso do BNDES, o que, em última instância, pode significar um avanço da integração regional sob o signo da expansão do projeto capitalista brasileiro.
Porém, essas tendências da conjuntura regional são também influenciadas por outras, em escala global. A discussão sobre uma nova arquitetura financeira regional apenas tornou-se relevante graças ao atual momento da economia internacional, marcada por uma acentuada desvalorização da moeda padrão para as trocas internacionais, o dólar norte-americano, e também responsável pela enorme concentração de reservas e pela liquidez nas economias em desenvolvimento. Ademais, outro efeito do fracasso da agenda neoliberal, foi a instalação de uma crise de legitimidade política no interior de um dos principais instrumentos de incidência para a implementação desta agenda, as instituições financeiras multilaterais. Em decorrência desta crise, instituições como o Banco Mundial e o FMI estão sendo obrigadas a repensar e a reformular tanto as suas estruturas quanto as suas estratégias.
O significado, o potencial, mas também as limitações da atual conjuntura política e econômica em diferentes escalas, criam a necessidade pela construção de uma agenda que permita o aprofundamento e o fortalecimento da capacidade de incidência e de formulação de políticas alternativas desde os setores de resistência. É exatamente essa a proposta do seminário “O Financiamento ao Desenvolvimento: mudanças e continuidades”.
Eixos Temáticos:
1) A Conjuntura política e econômica em torno do financiamento ao desenvolvimento
Sugestão de nomes para a mesa:
· Laura Tavares – Professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ
· Alejandro Bendaña – Jubileu Sul Américas
2) Instituições Financeiras Multilaterais: crise ou reestruturação?
Sugestão de nomes para a mesa:
· Ivone Yanez – Oilwatch/Aliança dos Povos Credores – Colômbia
· Paulo Nogueira Batista Jr. – Economista e diretor do FMI
Final do dia 1: Mesa com representantes do Ministério da Fazenda: O Brasil, o Banco do Sul e a presidência brasileira no G-20 financeiro
3) Os novos atores (Banco do Sul/BNDES/Proex/Translatinas/Bancos Privados)
Sugestão de nomes para a mesa:
· Aurora Donoso – Acción Ecologica e da Comissão de Auditoria Integral de Créditos Públicos do Equador
· Mathias Luce – ATTAC Brasil
4) Acumulando na construção de uma agenda comum: mesa redonda no final do seminário onde será realizado um exercício de identificação de novos eixos comuns de atuação e estratégias.
Mediação: Beverly Keene – Coordenadora do Jubileu Sul Global
Realização: Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais em parceria com Jubileu Sul Brasil
Público Alvo: Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, Jubileu Sul, Aliança dos Povos Credores, Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Rede Alerta contra o Deserto Verde, Associação Brasileira de ONGs, Rede Brasileira Pela Integração dos Povos, Latindad, Fobomade, Instituto Terceiro Mundo, Bank Information Center (BIC), Aliança Social Continental, Acadêmicos.
Data: dias 2 e 3 de Setembro de 2008.
[1] A criação do Banco do Sul em dezembro de 2007, por representantes de sete países sul-americanos reunidos em Buenos Aires.