Para entender por que acreditamos que a Vale é nossa
Aqui você encontra algumas informações sobre a Companhia Vale do Rio Doce e antigos e novos projetos de hidrelétricas na Amazônia.
- A Vale tem 51% da empresa de alumínio ALBRAS. Os outros 49% estão nas maõs de um consórcio japones NAAC que reúne os maiores produtores de alumínio do Japão que decidiram fechar suas fábricas ainda nos anos 1980 por causa do alto custo da eletricidade no Japão.
- A ALBRÁS produz 460.000 toneladas de alumínio primário em Barcarena, no sul do Pará. Desta produção, 415.700 toneladas são exportadas para o Japão (mais de 90%). Os dados são de 2006.
- A energia que a ALBRÁS consome vem da usina de Tucuruí da Eletronorte. O custo da produção de energia está estimado em cerca de 40 Dólares por cada mil kWh. Os técnicos chamam mil kWh de Mega-Watt-hora (MWh). Mas a ALBRÁS paga só 22 Dólares por MWh pela energia. A diferença quem está pagando é o povo brasileiro. Esta situação foi alterada recentemente (2004) com um novo contrato entre a Eletronorte e a ALBRÁS. Durante 30 anos, (de 1974 a 2004) a ALBRÁS pagava só 12 Dólares por MWh.
- A VALE sempre manteve uma posição de submissão em relação aos interesses das multinacionais japonesas. Desde a construção de Tucuruí, capitaneada pelo ministro do Geisel, o Shigeaki Ueki, os japoneses se beneficiam dos favores do governo e da Vale, mesmo quando ela era uma empresa "pública". Após a "privatização-doação" da Vale, esta situação não se alterou.
- A VALE também tem outra fábrica de alumínio em Santa Cruz (RJ) que produz 95.800 toneladas e exporta 45% (42.000 toneladas).
- A VALE, ao invés de investir na produção do alumínio transformado (com maior valor agregado, como esquadrias de alumínio para a construção civil) continua produzindo o alumínio primário de baixo valor agregado, que gera um baixo número de postos de trabalho, contra os interesses do reais interesses do nosso país.
- A usina de BELO MONTE tem um projeto de ser construída em duas etapas. A primeira etapa teria 5.500 MW. O atual presidente da ELETROBRÁS, Antônio Muniz, maranhense conterrâneo do Sarney, foi sempre o principal defensor desta usina, desde o governo Sarney, em 1989 quando foi a Altamira durante um Encontro dos Povos Indígenas.
Fonte: Bermann, Célio."A energia elétrica incorporada na exportação: aspectos tecnológicos, econômicos e sócio-ambienatais para o estudo da demanda dos setores industriais eletrointensivos". Tese de Livre Docência, 2006 pela IEE-USP.Célio Bermann.